| SUBLIME |
31Mai2007 22:53:00 |
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SUBLIME MELODIA
DAS PALAVRAS ESTUFADAS
E QUE EM SONS SE ALBERGAM
FUGISTE AO DIA
E POR ENTRE NOITADAS
AS NOITES SE NEGAM.
PENSAR O INTIMO PELO INTIMO
É ESTAR SOZINHO
COMO SE SOZINHO FOSSE
SÓ O NOSSO ÍNTIMO.
A MÚSICA SÃO RESÍDUOS E CINZAS
DAS POEIRAS QUE O PENSAMENTO LIBERTA
E A LETRA É UM DIZER SUAVE
QUE NOS CANTA A NOSSA BOCA.
PENSAMENTO ABSOLUTO
É NÃO PODER PENSAR
ABSOLUTAMENTE NADA
COMO ABSOLUTO.
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| HERMENEIAS |
31Mai2007 22:29:00 |
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HERMENEIAS DISSIPEM-ME A DÚVIDA
TORÇAM-ME O INSPIRAR
ANIQUILEM-ME O ESPANTO...
QUERO TOSSIR AS PALAVRAS
EXPULSÁ-LAS
E EM NÁUSEAS
LEMBRAR ESQUECIMENTOS
VÓMITOS DE SÉCULOS
SEPULTADOS.
SABER QUAL O MEU DIA,
E COM ELE VIRAR CADAFALSOS,
TÚMULOS, E ÓBITOS FALSOS;
E A FALSA ALEGRIA.
TIRAR AS CUECAS
Á CUECA PALAVRA. DIZER:
APALPEI-LHE O C...
(NÁO HÃ...PALAVRAS D´HONRA!!)
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| NOS CANTOS |
29Mai2007 23:59:00 |
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NOS CANTOS DA BOCA
DA BOCA QUE CANTA
CANTA-SE A OCA
DA OCA GARGANTA
O HINO DO POETA É UM RISO
DE PALAVRAS NA IMENSIDÃO OCA
NO DESENHO CAÍDO EM SORRISO
NOS CANTOS DA BOCA
VAZIO. NOTAS SUJAS DE UM DÓ.
SOLIDÃO. MELODIA QUE ESPANTA!
MORTE. SERES EXPULSOS EM PÓ
DA BOCA QUE CANTA.
NO SONO PROFUNDO, TROCADO
CAMINHA O RÉU PARA A FORCA
ENQUANTO NA PRAÇA NUM RECADO
CANTA-SE A OCA...
VERTE-SE O SANGUE EM PALAVRAS
VOZES QUE EM POEIRA LEVANTA
E OS VÓMITOS SAIEM EM LAVAS
DA OCA GARGANTA.
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| Onde estás meu filho? |
29Mai2007 00:00:00 |
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Desde que te tiraram de mim, sinto o sangue do meu ventre gotejar nas lágrimas que já não consigo chorar. Todas as noites, abro a tua cama, com a esperança que te irei lá encontrar, quando amanhecer. Já se passaram anos e todos os dias espreito em cada cantinho o teu rosto, o teu sorriso, quando corrias para mim e volvíamos de alegria em abraços, afagos de amor. Onde estás meu filho? Que te fizeram? Já te confundo com as sombras, esculpidas nas paredes desertas onde me agarro no desalento de não te encontrar. Agarro-me à tua fotografia e pergunto a quem passa: - Este é o meu filho, digam-me por favor, alguém sabe quem o levou? Sinto-me a morrer aos poucos, levaram-me tudo o que eu tinha, a vida que gerei. Malditos, malditos! Já me chamam de enlouquecida mas só descansarei quando te encontrar, não deixarei jamais de gritar pelo teu nome meu querido menino. Nunca deixarei de procurar!
Homenagem a todas as crianças desaparecidas. Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (16)
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| Anjos |
21Mai2007 00:00:00 |
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Code

Se faço uma pausa para pensar, o meu pensamento pára, quase sempre, na ideia desta menina, deste anjo, que estará sabe-se lá onde, como, com quem...
Já chorei e rezei, mas o que sinto mais, confesso, é uma raiva enorme!!!
Sou mãe. Sinto aquela, e todas as meninas e meninos que são brutalmente arrancados do ninho familiar, como se fossem os meus próprios filhos.
Não sou capaz de entender que maldade tão profunda é essa que conduz alguém a actos desta natureza...
Não concebo crime pior que a pedofilia... como é possível essa aberração?!!!
Ainda que seja um rapto para adopção, coisa em que não acredito, será sempre terrível...
O que terá acontecido na formação das pessoas(?!) que são capazes de actos tão repugnantes?
A natureza humana é, de facto, misteriosa...
Só posso fazer, por esta pequena inglesa, por todos os que por isto ou pior passam, pelas suas famílias, orações...
Recordo a ideia consoladora do Anjo da Guarda... Apelo ao Anjo da pequena Madie que a guarde e acompanhe, onde quer que se encontre.
E, já agora, aos eventuais anjos de quem a levou, que acordem a consciência daquelas almas...
Gostava de acreditar mais na bondade do Homem...Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (14)
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| Anjos |
21Mai2007 00:00:00 |
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Code

Se faço uma pausa para pensar, o meu pensamento pára, quase sempre, na ideia desta menina, deste anjo, que estará sabe-se lá onde, como, com quem...
Já chorei e rezei, mas o que sinto mais, confesso, é uma raiva enorme!!!
Sou mãe. Sinto aquela, e todas as meninas e meninos que são brutalmente arrancados do ninho familiar, como se fossem os meus próprios filhos.
Não sou capaz de entender que maldade tão profunda é essa que conduz alguém a actos desta natureza...
Não concebo crime pior que a pedofilia... como é possível essa aberração?!!!
Ainda que seja um rapto para adopção, coisa em que não acredito, será sempre terrível...
O que terá acontecido na formação das pessoas(?!) que são capazes de actos tão repugnantes?
A natureza humana é, de facto, misteriosa...
Só posso fazer, por esta pequena inglesa, por todos os que por isto ou pior passam, pelas suas famílias, orações...
Recordo a ideia consoladora do Anjo da Guarda... Apelo ao Anjo da pequena Madie que a guarde e acompanhe, onde quer que se encontre.
E, já agora, aos eventuais anjos de quem a levou, que acordem a consciência daquelas almas...
Gostava de acreditar mais na bondade do Homem...Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (15)
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| Apedrejada até à morte |
21Mai2007 00:00:00 |
| Publicado por: |

Fui apedrejada até à morte, por amar em redundância. Não chorem por mim agora, nem sintam piedade, agora não vale apena. Já o meu sangue escorre nas mãos dos maiores prevaricadores. Nasci para ser vendida e não amada, é o que manda a religião xiita, desobedeci às leis malignas da loucura humana. Mataram-me à pedrada no meio daquela rua de miséria e fanatismo, onde já não resta mais nada...só poeira e guerra. Agora não precisam tentar julgar os culpados, sempre fomos assim tratadas e o mundo, a corja humana só se preocupa com a política e o poder. Já passou a era de Maria Madalena, alguém a salvou! Aqui todos que passavam riam-se, enquanto o meu sangue se espalhava em volta do meu corpo agonizante. Morri feliz, porque morri por amor. Guardem as lágrimas e acabem com esta dor, libertem as mulheres deste fanatismo selvagem e aprendam com isto a terem coragem. Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (17)
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| A poesia dá morte à vida |
18Mai2007 13:15:00 |
| Publicado por: José Lourenço |

MOTE
A poesia dá vida à morte
Mesmo a morte desta vida
Nesse jogo de azar e sorte
Dá vida á morte vivida
GLOSAS
E no obscuro sentir do ser
Sem saber qual a sorte
Sei que para bem morrer
A poesia dá vida à morte
Estar vivo só para morrer
Uma vida bem sofrida
Morrer é o destino do Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (818)
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| In versos |
18Mai2007 13:10:00 |
| Publicado por: José Lourenço |
Inverso do avesso a direito
ás avessas num dito verso
averso ás coisas do peito
É um verso que não verso
e às avessas clamo-o poema
Avesso inverso como tema
E para lhe dar toque de jeito
Quero-o belo e com amor
Para o doar feito em dor
In versos rimados
Sílabas sem pudor
Oh amigos mimados.
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| Pranto |
16Mai2007 00:00:00 |
| Publicado por: |

Hoje meu amor Recordei o passado, Os momentos que passei a teu lado, O fogo que exaltava dos nossos corpos, Que nos consumia de prazer, As palavras soletradas, As lágrimas choradas!
Hoje meu amor Senti a serenidade do presente Amor, calor ardente! Alma gémea, luz incandescente, Loucura sempre iminente!
Hoje meu amor Senti a esperança do futuro, Amar-te infinitiva mente!
Hoje meu amor Senti a dor da saudade, Do tempo que já não volta! Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (18)
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| Peregrinação |
13Mai2007 00:00:00 |
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Virgem Maria! Caminho entre os crentes, Pois também eu Enalteço a minha fé Não sinto sofrimento, Nem dor! Nesta caminhada de asfalto feita Que a pé calcorreio O vento, o frio... Não os sinto. Sou uma pecadora, Parcimoniosa, desesperada Em busca do teu perdão... Sinto o teu calor, A tua luz, Neste meu coração De batidas oscilantes. Oh minha Santa Mãe! A ti, confesso, Sou uma impura Pois não sei rezar, Mas todos...os dias Te agradeço, A dádiva da vida Quando adormeço, O júbilo do amor Ao acordar. Oh minha Nossa Senhora! Perdoa-me Pelos pecados Não confessados... Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (18)
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