| Que se fodam! |
27Set2008 00:00:00 |
| Publicado por: Zé Tuga (Gov) |
Que se fodam as subtilezas, finesses e outra lambidas benesses. Que se fodam as flores, floreados e outros vicios marados. Que se fodam as meninas, as beatas e criações baratas. Que se fodam os interesses, as normas e quaisquer formas. Que se fodam as familias, os amigos e os desejos. Que se fodam as leis, as morais e todos os pais. Que se fodam os que calam, os que sofrem e os que falam. Que se fodam os simples, os complexos e ambos os sexos. Que se fodam os sentidos, os amores e outros umbigos. Que se fodam os sistemas, as instituições e demais cabrões.
Que se fodam todos menos eu e tu que enquanto lemos mal não pensamos nem fazemos.
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| Humanismo desmedido |
25Set2008 00:00:00 |
| Publicado por: Zé Tuga (Gov) |
Serei eu o mais escondido e dissimulado dos fracassos? Sou eu, essencialmente, a besta selvagem e predadora procurando no meio as razões para justificar o injustificável? Escalpelizando o meu caminho encontro as razões para não me fazer a Ele, as razões para não caminhar. Tentando a custo não ir contra aquilo que invento acabo por me condenar a ficar estagnado apesar de toda as minhas acções. Questionando, duvidando, escutando, falando, mas parado, rombo, boto, quase morto. De tédio, de desamor a mim e á Vida que quer e merecia ser vivida de forma mais digna e Maior. Assustado pela calada e revolucionária revelação custo a cair na minha forma. Como se todas as preguiças do mundo me agarrassem pelas golas com as suas longas e imundas garras e me embalassem com doce e narcótica melodia. O asco e a languidez andam de mãos dadas e reparo que são o mais vulgar dos pares. Receoso olho no espelho que eu sou e começo a duvidar se gosto do que não vejo. A Luta que nos faz avançar gasta-me o ânimo. Condenado por crer em ideais criados por mim, acabo sempre a querer algo melhor. De mim, dos outros, do mundo, da Vida. Acabo a querer apenas aquilo que ainda não é, adiando assim uma Vida que me aguarda.
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| O peso de tantas vidas |
24Set2008 00:00:00 |
| Publicado por: Zé Tuga (Gov) |
Acordo sobressaltado com o piar do telefone. Reconheço de imediato o toque melodiosamente maternal do dito e escorrego escadas abaixo. A ajuda da memória fez com que não me tivesse enganado e ela lá está, carente, insegura, triste, mãe. Com o seu primeiro suspiro e sem o auxilio da vista já sei o quão grave e antigo é o problema e preparo o coração para o embate. A razão, que para o bem e para o mal nunca me abandona, é o meu escudo para as palavras gemidas e magoadas que oiço. Não faço nada, não quero fazer nada, nem ouvir queria. As palavras brotam sufocadas pelas lágrimas e em breve sinto-me afogar na tristeza alheia. Sinto o gosto do meu sangue enquanto mordo os nós, secos, dos meus dedos em desespero e raiva. Mas calado, mudo, não respirando sequer. Ouvindo, ouvindo apenas, amando e não compreendendo em silêncio mas a tudo aceitando. A Luz que cintila em nós é a mesma, apenas cambiando nos tons ou brilhos e creio ser pela diferença que a mais alcançamos. Deixo que o Amor comande tudo o que sou com a certeza de que é este o Caminho. Sem Medo aceito as escolhas dos outros, por mais dolorosas que elas me sejam, e estou pronto a lutar por elas ou contra elas apenas por Amor a quem escolhe. Passei a vida a ouvir que aquilo que nos faz é o que fazemos, quando afinal nunca consegui fazer aquilo que realmente queria. O alcance dos meus actos é diminuto quando visto do alto da minha consciência e desconfio que nem uns, os actos, nem outra, a consciêcia, derivam inteiramente de Mim. Sinto o peso de Tudo o que vive em todas as Vidas. Na minha, na dela,na tua. Tu que me lês,aparentemente apenas porque queres, respondes apenas a uma necessidade tão primária como o comer. A necessidade de te sentires validado e parte de algo maior que tu próprio. Infelizmente os véus são muitos e cada vez mais dissimulados e perdes-te, perco-me, em observações e análises de algo que nunca foste Tu, Eu. O peso de tantas vidas passadas criam estradas na Vida das quais é difícil fugir e passamos o tempo a tentar limar as arestas na ânsia de encaixar melhor num puzzle do qual não conhecemos a imagem final. Não aceitando que o nosso lugar sempre lá esteve e estará. Ela continua o seu iludido desabafo e eu sem nada dizer. Apenas amando e tentando não sofrer com isso. Subitamente, sem que eu nada dissesse, ela própria chegou onde nunca tinha estado. E gostou. Trocámos, agora sim, palavras nossas e sem nada dizer tudo ficou como devia estar. Vejo-me uma pequena jangada de carbono, usando o medo como âncora e o amor como vela, navegando no mar de todas as Vidas.
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| Esposende: Lixo da feira não vai para o lixo |
24Set2008 00:00:00 |
| Publicado por: Um barcelense |
A Câmara de Esposende implementou um projecto de recolha selectiva de resíduos no recinto da feira quinzenal da cidade, para diminuir a quantidade de resíduos que o concelho enviada para o aterro sanitário e aumentar as taxas de reciclagem. Denominada "Eco-Feira", esta campanha arrancou a 08 de Setembro, com a distribuição a cada vendedor de um saco azul para deposição de papel e um saco amarelo para plásticos e metal. No final da feira, cada vendedor efectua a deposição dos resíduos nos ecopontos mais próximos. VCP. Com a devida vénia á Visão
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| O juizo não existe |
19Set2008 00:00:00 |
| Publicado por: Zé Tuga (Gov) |
O dia nasceu pleno de graças e novas mil. Disponho-me a agarrar o meu quinhão com coragem. Ambas as mãos cravadas no Justo e a boca bem aberta.
O juizo não existe Nada é meu quando longe O que faço é o que existe Tudo é nas minhas mãos
A Vida novinha em folha e um tinteiro cheio de sangue Sem desejos mas cheio de vontades tomo os cornos do touro Tocando as sangrentas e mudas cornetas proclamo as minhas vitórias
A Morte não é triste Só o Agora importa Alegra-te com o que viste Entra na próxima porta
Cansado e satisfeito acordo de mais um sonho
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| Feirantes com ideias inovadoras |
16Set2008 00:00:00 |
| Publicado por: Um barcelense |

Foi com muito orgulho que ontem efectuei uma visita á feira do Silvado em Odivelas e constatei o brio , qualidade e condições de trabalho dos colegas de profissão.Desde logo me apercebi da excelente prestação e desempenho da AFDL . Assoc. de Feirantes do Dist. de Lisboa em prol dos feirantes e a sua actividade.Muitos parabens pois o futuro das feiras terá de começar por este tipo de equipamentos e condições de trabalho .
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| Desejando |
15Set2008 00:00:00 |
| Publicado por: Zé Tuga (Gov) |
A Paz sem som nem cheiro O Amigo ausente Um Anjo com pés de vidro
A Morte certa O Eco da memória Uma Esperança sem futuro
A Mãe forte e libertária O Amor simples e frio Que o Eu se esvaia
A Lógica subvertida O Poder desvalorizado Não mais desejar
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| Domingo sombrio |
15Set2008 00:00:00 |
| Publicado por: Zé Tuga (Gov) |
Em mais este ano da des Graça dos senhores o balanço vem mais cedo que o esperado. Vem e vai, vem e vai, tocando ao de leve alguém que resolveu cagar nisso, até ele se decidir pela análise. O espirito matemático e equacionador entra em acção e tudo o que é deixa de ser, transformado em mera constantes ou variáveis. O Eu tenta decompor os factos na louca ânsia de entender aquilo que já passou, que já não É, esquecendo que uma Vida é muito mais que os actos durante ela praticados. Aberta a jaula do Ego a realidade altera-se e a vida torna-se miope e centrada num ponto. As dores surgem e não aceitamos que sem elas o progresso e evolução nunca seriam possiveis. As ideias trocam-se a si mesmas e em breve somos bestas sem memória, desligadas de tudo o que nos é vital. Recusando as nossas raizes dificilmente daremos frutos. Trocando a vida por um pálido reflexo dela alguns não mais cerram a jaula, vivendo ao sabor dos caprichos dum montros que não precisa de amigos. O Ego.
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| Como enriquecer a personalidade. |
13Set2008 23:20:00 |
| Publicado por: Megatomaz On-Line |
 
No Monte das Oliveiras, Cristo falara aos discípulos, do Seu segundo advento ao mundo. Especificara certos sinais que se manifestariam quando Sua vinda estivesse próxima, e ordenara aos discípulos que vigiassem e estivessem preparados. Novamente repetiu a advertência: "Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir." Mat. 25:13. Mostrou então o que significa aguardar Sua vinda. O tempo não deve ser gasto em vigilância ociosa, mas em trabalho diligente. Essa lição ensinou na parábola dos talentos.
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