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Google não, obrigado | 12Out2010 18:51:33

Qualquer fã do Google certamente repudiaria este título, e diria que a Google passará em algum tempo a Microsoft, tornando-se um “monopólio do bem”, oferecendo desde buscas à sistema operacional. Tudo sempre gratuito.

Bem, acima de fãs assumidos do Google, temos que ser imparciais e realistas. E pensando com cuidado nos caminhos que a gigante está trilhando, podemos colocar a supremacia da empresa facilmente em xeque.

Sim, este texto é um pouco comprido, mas se você quer conhecer um pouco mais sobre a Google e discutir com nossos usuários no final do post, não deixe de ler até o final… =)

De onde vem o dinheiro do Google?

O Google, desde o início, foi criado para servir aos usuários, e não para fazer dinheiro. Esse importante foco, junto à obsessão dos criadores de terem uma ferramenta perfeita, tornou em pouco tempo o Google em sinônimo de buscas na internet. Sucesso desde que o conhecemos, poucos usuários sabem que a Google já passou por séria crise a ponto de quase fechar as portas.

Vou resumir a história da empresa: Larry Page e Sergey Brin se conhecem na Universidade de Standford, Estados Unidos, e tornam-se amigos. Larry nunca se conformou com a natureza da web: sabe-se para onde um link aponta, mas nunca se sabe quais links apontam para um lugar. Ele queria descobrir esse caminho reverso. E para isso criou uma ferramenta capaz de varrer a rede da faculdade e descobrir essas ligações. Depois foi só criar uma busca com base nos números de ligações e expandir isso para toda a web para criar o “pré-Google”.

O problema é que Page e Brin utilizavam para isso a rede e o hardware da universidade. E, só o pré-Google, era muitas vezes responsável por “travar” toda a rede, além de utilizar todo o processamento dos computadores disponíveis por lá.

Os dois adolescentes então transferiram a pequena criação para casa e, com ajuda de investidores de risco, começaram a comprar computadores para aguentar o sistema. Mais de um ano depois, milhares de pessoas já utilizavam o Google, o buscador varria milhões de páginas na web, mas a empresa não havia se preocupado em criar uma forma de ganhar dinheiro. Eles tinham que lucrar, e rápido: o prejuízo para bancar o sistema ficava cada vez maior, e a pressão dos investidores de ter retorno no que investiram ficava cada vez maior.

Apesar da crise, os dois jovens se recusavam a seguir o modelo de dinheiro que praticamente todo mundo seguia na web: os banners publicitários. Um simples banner na homepage do Google poderia trazer milhões de dólares à empresa, um modelo que sustentava perfeitamente Yahoo! e outros grandes sites da web. Mas os fundadores da Google preferiram continuar no prejuízo à ter que “sujar” o buscador. Passado algum tempo e muitas pesquisas, eles acabaram aproveitando a idéia de um sistema de links patrocinados criado por Bill Gross. Criaram uma ferramenta melhor e mais inteligente que a de Bill, e a chamaram de Google AdSense. E o resto da história vocês já conhecem.

Quis contar isto para vocês verem como a história da Google deixa claro a preocupação da empresa com a qualidade, mas poucas vezes com o lucro. OK, isso pra gente é ótimo, eles focam mais no usuário e menos nos investidores. Mas, como qualquer empresa capitalista, a menos que eles tenham descoberto uma nova forma de se manter vivo se preocupando apenas com o usuário, eles vão ter que abrir mais os olhos para seus acionistas, seu faturamento, e o restante do mercado.

Pergunta: de onde vem o dinheiro do Google? Resposta: dos links patrocinados. Mais de 95% dele. Curiosamente, o primeiro projeto desenvolvido para trazer dinheiro ao Google, é até hoje o único que funciona. E não parece isso que irá mudar tão cedo. A venda de links foi um produto criado, com muita relutância dos sócios, para tirar o Google do atoleiro na fase inicial. Mas o problema é que passado a crise, eles aparentemente esqueceram o problema. Isso pode ser um grande erro: o que aconteceria se um concorrente simplesmente lançasse, da noite pro dia, uma ferramenta de publicidade melhor?

A Google pode falir?

O AdSense, serviço de publicidade da Google, está ganhando concorrência. Enquanto a Google ganhou rios de dinheiro pelo simples fato de ter a melhor ferramenta de anúncios na web que existe, hoje ela tem concorrentes (quase) à altura. Yahoo e Microsoft entraram na briga, e ambos para ganhar mercado. O Yahoo! lançou o PANAMA, uma versão bem melhor que o antigo Overture (criado por Bill Gross, por sinal), bem mais inteligente e que pode tranquilamente concorrer com o AdSense. E a Microsoft com um serviço ainda um pouco desconhecido, mas que já conseguiu clientes de peso como o badaladíssimo portal social de notícias Digg.com.

Além de estar com seu império dos anúncios a um passo de ser ameaçado, as tentativas de diversificar seus lucros nunca deram muito certo. A empresa tenta faturar com venda de vídeos na web, hardware e software para indexação de arquivos, aplicativos online para empresas e mais atualmente até vendendo mais espaço em e-mail. Mas infelizmente todas essas alternativas juntas não representam uma parcela significativa nos lucros. Parece que os únicos produtos que emplacam realmente, são os gratuitos.

Para complicar mais a situação da gigante das buscas, a empresa conseguiu decepcionar analistas e investidores e sofrer uma de suas piores quedas na bolsa de valores há algumas semanas atrás. Até o próprio Bill Gates (ok, sei que ele é da concorrência) questionou a capacidade da Google de criar produtos lucrativos. Afinal, onde que Google Docs, Google Video, Orkut, Reader, Notebook dentre outros trazem dinheiro para empresa? Teoricamente, apenas consumo de banda, energia, servidores e profissionais.

O que ela pode fazer para se “salvar”

É lógico que ninguém aqui acha que a Google irá quebrar de um dia pro outro, ou que somos alguém que possa ditar o rumo da empresa melhor que os próprios profissionais que trabalham lá ou mesmo que sérios analistas de mercado. Mas temos alguns palpites do que a empresa pode fazer para conseguir fôlego contra a concorrência:

  1. Fusão com a Apple: uma parceria com uma das empresas que mais valorizam nos Estados Unidos poderia ser uma boa estratégia. A Apple tem ótimo hardware e software, e a Google é mestre em serviços online. Uma fusão poderia dar o fôlego suficiente para bater Yahoo, Microsoft ou qualquer outro concorrente que se aproximasse.
  2. Fusão com o Yahoo: ótimos produtos, um conteúdo gigante e monopólio imediato audiência na web. Esse seria o tesouro que a Google teria nas mãos em uma fusão com Yahoo. Se bem gerido, os negócios da Google sem dúvidas alcançariam um novo patamar.
  3. Diversificação de negócios: a Google tem muita informação na mão. Histórico de buscas, emails e perfis do Orkut podem dar à empresa a informação necessária para entrar em qualquer mercado fazendo sucesso. O problema é que a empresa poderia ser acusada como antiética fazendo uso dessas informações pessoais dos usuários para ganhar mercado.
  4. Lucrar com o que já tem: aparentemente, é o que a empresa vem fazendo atualmente. Orkut, que sempre deu prejuízo (sem falar nas dores de cabeça judiciais) para a empresa, ganhou anúncios relevantes. Outros produtos gratuitos que ganharam estratégias de monetização foram o PicasaWeb, Google Docs e Blogger.
  5. Tratar o dinheiro como uma verdadeira gigante capitalista: ao lançar a nova interface do Hotmail, a Microsoft não perdeu tempo em preencher 20% (ou aproximadamente isso) da tela com banners. Se um produto não dá lucro, então pra que mantê-lo? Essa linha de pensamento pode trazer muito dinheiro para dentro de casa, mas… quem gostaria de ver uma Google assim? Eu sim.

in

http://www.undergoogle.com


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